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quarta-feira, maio 18, 2011

Riachão - Cachorro misterioso vai às missas, visita velórios, acompanha sepultamentos e deixa população curiosa.

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Um caso misterioso vem chamando a atenção da população de Riachão do Jacuipe, na região da Bacia do Jacuipe. Um cachorro tem comparecido com freqüência às missas, vai aos velórios e acompanha sepultamentos. Batizado como Navegante, mas já conhecido popularmente como “Beato Salu” - personagem da novela global Roque Santeiro -, a presença do cachorro nestes eventos ainda passa despercebido para alguns, mas virou atração e motivo de curiosidade para muitos em Riachão. “Eu nunca vi uma coisa dessas. Parece que ele é guiado por algo assim... como um fenômeno. É uma coisa fora de série”, disse Manoel Inez de Lima, mais conhecido como Nezinho, morador da Avenida Landulfo Alves e que toma conta do cemitério da cidade. Recebido por nossa reportagem em sua residência, Nezinho contou com detalhes os fatos que ele considera “anormais” e os últimos passos de “Beato Salu”, que vêm chamando a atenção de muitas pessoas. “Há uns dois anos que ele acompanha enterros, não perde as missas dominicais (de manhã e à noite) e as terças de Santo Antonio. Ele também vai aos velórios e acompanha os sepultamentos até a cova, principalmente de algumas pessoas, como se tivesse mais estimação. Frequenta também os cultos da Igreja Batista”, explica. Apegado ao animal, que diz ter mais ou menos 10 anos de idade, o responsável pelo cemitério e Capelinha (que fica ao lado) já sabe muito sobre ele. Como Nezinho, Zé Bico, que também trabalha no local, quando o assunto é “Beato Salu”, sorri e aprova tudo. Segundo Amarilio Soares, o proprietário do animal é um senhor de 96 anos, conhecido por Germírio, morador no Alto do Cemitério, em Riachão. Neste bairro também reside Maciel, que presta serviços à Igreja Católica e sempre coloca água e comida para o cachorro. Fatos curiosos Devido ao comportamento atípico do animal, as pessoas passaram a acompanhar os seus passos mais de perto. Neste domingo (15), nossa reportagem esteve na cidade para atestar os boatos. Por volta das 11h, ele entrou na Igreja Matriz, onde acontecia a celebração da missa dominical. “Beato Salu” entrou por uma porta lateral e sentou próximo aos bancos onde se encontravam os fiéis e ficou com os olhos fixos no padre. “Ele é educado e fica atento ao que o padre fala. Ele é sabido demais!”, comenta Nezinho, abismado com o animal. Segundo informações, durante a Semana Santa o cachorro acompanhou as Vias Sacras organizadas pela Igreja Católica, mas esteve um pouco confuso devido ao número de atividades no período. “No Dia de Finados ele (o cachorro) entrou no cemitério, passou pela Capelinha, olhou, entrou e ficou durante uns 5 minutos e depois foi embora”, informou Nezinho. Falecido no último dia 5 de maio, o Professor Almir José de Oliveira já teria alertado a alguns amigos sobre o caso. Justamente durante o seu velório e sepultamento, “Beato Salu” aprontou mais uma. “Ele chegou ao velório e ficou embaixo da bancada do caixão e só saiu na hora do sepultamento, que acompanhou até o cemitério”, informou uma pessoa que esteve presente. “No enterro de uma mulher da comunidade de Traz da Roça ele estava sentado junto à imagem de Nossa Senhora, que fica na Praça, próxima da Igreja. Quando o cortejo estava chegando eu fui até ele e falei: Beato Salu, o caixão está chegando, você não vai não? Aí ele se levantou rápido e começou a acompanhar”, lembrou Nezinho. “Ele estranhou o motorista que dirigia o carro funeral (não foi o de sempre) e latiu. Aí eu cheguei perto dele e pedi para parar e ele obedeceu. Mas, sempre, ele não estranha e não agride ninguém”, acrescentou. Curioso com o caso, o vereador Carlos Matos trouxe outro exemplo, concordando que existe “algo de anormal”. Ele lembra que é comum alguns cortejos passarem pela Igreja e outros irem direto para o cemitério, o que poderia confundir o animal, mas isso não ocorre. “No enterro de um rapaz do povoado de Baixa Nova, que fica em outra posição geográfica em relação à igreja, ele foi direto para o cemitério esperar a chegada do caixão. Por que ele não foi esperar na igreja, como fez em outros sepultamentos?” questiona o vereador. A explicação do fenômeno Para explicar o “fenômeno”, a reportagem do Interior da Bahia colheu informações de pessoas com diferentes crenças religiosas e pensamentos. O comportamento atípico do cachorro “Beato Salu” já extrapolou as conversas nas esquinas da cidade de Riachão do Jacuipe para análises mais aprofundadas. “Eu vejo como uma coisa sobrenatural, que estaria ligado ao outro mundo”, sintetiza Carlos Matos, puxando para o viés espírita. “E inexplicável”, acrescenta Amarílio Soares, sem conseguir detalhar. Já o comerciante e membro da Igreja Batista, Catarino Azevedo Rios, que revela que o animal também frequenta os cultos da sua igreja, simplifica e, ao mesmo tempo, bota mais mistério no caso. “Pode ser uma dessas particularidades difícil do ser humano assimilar. No meu entender, ele (o cachorro) é uma criatura de Deus. Parece que, em alguns momentos, ele reclama de algo. Às vezes, ele quebra o silêncio e se manifesta como se estivesse reclamando de alguma coisa. Pode estar passando alguma mensagem até para o homem, que se julga acima das outras criaturas”, explicou Rios. “Tem um texto bíblico que diz que até com as pedras do campo Deus tem pacto. Então, quando há uma manifestação dessas criaturas em nosso meio, chama a atenção porque é de difícil compreensão. É uma forma de Deus chamar a atenção. Por que não aprendemos com esses exemplos?”, acrescenta Catarino Rios, pondo razão às mensagens de “Beato Salu”. Sem conhecer ainda o animal, o comerciante e presidente do Centro Espírita Jesus Nosso Mestre, João da Anunciação Barbosa, confessa que já ouviu comentários sobre o caso. “Tudo o que ocorre é natural. Se o cachorro está presente, é porque ele procura ou acompanha alguém invisível”, explica. “O cachorro não tem mediunidade, ele percebe algo invisível, que gosta de frequentar esses ambientes. Se esta pessoa estivesse encarnada, estaria no ambiente e ele estaria junto com ela”, acrescenta Barbosa. Uma frequentadora da Igreja Católica, que não quis se identificar, disse que não existe nada de anormal no comportamento do cachorro. Contudo, lembrou que São Francisco de Assis, nas suas pregações, quando percebia que não era ouvido pelos homens, se dirigia aos animais. Baseado nisso, se os homens vêm deixando de escutar a Deus, não seria o caso de fazê-lo ouvir através do animal? Religiões ou crenças à parte, bem que se pode fazer um link com a versão da católica com a de Catarino Rios (evangélico), ou mesmo de João Barbosa (espírita). Talvez sejam discursos diferentes, mas que se cruzam nas entrelinhas. Ou não?
Por Evandro Matos Fonte: Interior da Bahia

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Colaboração do Fotografo ACL o Popular Mala Veia.